sábado, 10 de junho de 2017

Lynda Carter antes e depois de Mulher Maravilha

Fui e ainda sou aquele fã fervoroso da Mulher Maravilha protagonizada por Lynda Carter no seriado da tv nos anos 70. Muitos anos após vejo a nova versão cinematográfica com Gal Gadot e o quanto sua vida vem se transformando por causa da Mulher Maravilha. E isso me fez olhar novamente para Lynda Carter e sua trajetória...


Revi todo o seriado, algumas entrevistas, os shows daquela época pós seriado e o histórico dela através do programa E-true Hollywood Story. Nos musicais deu pra entender porque ela foi chamada para fazer a biografia de Rita Hayworth, outra atriz que adoro. Nos musicais tinha muito de Rita nela...

 


Lynda nasceu no Arizona em 1951, tem dois irmãos e viu seus pais se separarem. Como qualquer ser humano, na adolescência se viu mais bonita que o normal para sua idade  e começou a almejar fama e sucesso. Descobriu a música e depois os concursos de beleza chegando a ser Miss Mundo EUA em 1972.

Como a maioria das futuras estrelas daquela época, teve muitos "não" até ser chamada para o teste da Wonder Woman. Não levou muita fé porque tinha concorrentes já famosas ao nível de Farah Fawcet, Jacklin Smith e tantas outras. Para surpresa dela, conseguiu o papel. Seu biotipo coincidia com as descrições feitas pelo criador de Wonder Woman, William Moulton  Marston. Ela era a própria Wonder Woman personificada com o traje.



Uma vida cheia de altos e baixos e quase perdeu tudo se não reequilibrasse o ego. Fez novos filmes e partipou de outros seriados, mas nada com tanto sucesso como a sua Mulher Maravilha.

Desistiu de grandes produções, voltou a cantar e fez apenas filmes de filantropia facilmente encontrado no mercado e seguiu com seus musicais...



Na atualidade além dos shows pelos EUA, Lynda faz algumas pontas e a mais recente é ser a presidente dos EUA na segunda temporada de Supergirl.


Com tantas tentativas de renascerem a Mulher Maravilha, Lynda passou estes quarenta anos sendo querida por todos. Se não fosse readequar sua vida pessoal com o segundo casamento e dois filhos e mais o perfil do que é a princesa amazônica Diana, filha de Hypolita e rainha das amazonas, talvez ela nunca chegasse ao transbordamento de tanto carinho e reconhecimento de seus fãs até hoje e da atual equipe de Wonder Woman vivida pela atriz israelense Gal Gadot que muito tem em comum com Lynda na vida pessoal. Até miss Gal foi!

Falo com propriedade sobre o lado de fã que sou, pois mesmo com meu irrisório inglês, Lynda nunca deixou de me responder todas as vezes que a escrevi. E sim, podia ser uma carta genérica como todas, mas quando se pergunta algo tão pessoal, o tom da carta muda e vira quase íntimo...com assinatura real!

Optei por manter a distância e continuar a viver o sonho de fã da atriz e da Mulher Maravilha.

E é bom ver que ela está aceitando bem o tempo e as novidades que a cercam.

É bom ver que Lynda aprovou e deu ótimos conselhos a sua sucessora. Faltava mesmo era uma pontinha de Lynda no novo filme. Quem sabe no segundo filme?

Mesmo passando o tempo, Lynda continua linda...em tudo!


quinta-feira, 8 de junho de 2017

Existência Despida



Não sei morder devagar se não for pra marcar
Não sei dar beijo técnico e nem sorrir quando não gosto
Sou como um vento que vai passar de acordo com a necessidade...
Fraco
Médio
Forte
Ou como um Furacão
Não sei andar no sol sem ver minha sombra e nem nela confio
De noite sou como uma luz na escuridão, mas poucos me enxergarão
Sou como bambuzal que assovia com o passar do vento, que enverga com a força do furacão e encosta a ponta na terra, mas só se rompe quando minha existência não tem mais necessidade
De dia brilho tão forte quanto o sol
E de noite disputo lugar com a lua
Não adianta, pode ter nuvens mas sempre estarei lá...
Quer queiram ou não, eu existo.
Este sou eu.
Então me ame ou me odeie
Eu sou assim.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Pesquisas da escritora Cristina da Costa Pereira

O universo religioso dos ciganos tem se resumido aqui no Brasil ao culto de Santa Sara. E como sou fã e seguidor desta escritora por sua idoneidade, transcrevo na íntegra um artigo publicado no jornal Prana, 219 edição, em maio de 2015 e que leva o título de "Caminhando com os ciganos". O texto é longo e não o ilustrarei e nem o repartirei. Depois cada um escolhe o que pensar e o que seguir...

Para conhecerem mais os trabalhos desta magnífica escritora a quem tanto admiro, deixo-vos o link de seu blog abaixo:

www.cristinadacostapereira.blogspot.com


"A publicação de livros sobre ciganos é um tesouro para nós, porque os escritos vêm documentar, noticiar, esclarecer, elucidar. Também encantar. No presente, agradecemos aos livros de Cristina da Costa Pereira, desde 1986, que juntamente com a criação do Centro de Estudos Ciganos do Brasil (RJ 1987), fizeram com que não figurássemos tão somente nas páginaspoliciais, ao nos colocarem, principalmente, nos cadernos culturais dos jornais do país. (Oswaldo Macedo, in PEREIRA, Cristina da Costa. Histórias de flamenco e outras cenas ciganas. Rio de Janeiro, Tinta Negra, 2014).

No Brasil, segundo dados da Unesco, há mais de 500.000 ciganos, e a maioria dos brasileiros desconhece tal etnia, ou a conhece, somente, por meio de estereótipos. O importante, então, é dar voz a esta minoria excluída e não apenas apontá-los, dizendo: “Aqueles são os ciganos; assim são eles”, mas contextualizá-los dentro das complexas relações sociais de dominação que os vêm afetando, ao longo da sua trajetória milenar em diversas partes do mundo: diáspora na Índia, Inquisição, escravidão na Romênia, degredo de Portugal/chegada ao Brasil, perseguições por meio de leis, alvarás e éditos do século 15 ao século 19, guerra civil espanhola, Segunda Guerra Mundial (nos campos de concentração nazistas foram exterminados cerca de meio milhão de ciganos), sua condição no século 21, de extrema marginalização, sobretudo no Leste Europeu, e de vítimas de xenofobia em vários países da Europa. Além disso, a atitude muito comum, por parte dos não ciganos, de tachar os ciganos como um povo místico e detentor de tradições ocultas, ou seja, considerar o sobrenatural, é mais cômoda. Tocar na realidade é o que dói.
Ciganos são uma etnia e não têm religião própria, mas adaptam-se às ideias religiosas, fundindo-as com crenças comuns a muitos povos. Em relação ao Brasil, nos 30 anos de convívio com este povo, conheci ciganos católicos, espíritas, umbandistas e evangélicos. Devel(Deus) é a maior referência em sua religiosidade, bem como Jesus Cristo. Logo, à diferença dos judeus, que são uma etnia e têm uma religião própria – e qualquer pessoa pode se converter à religião judaica –, no que concerne aos ciganos, isso é impossível de acontecer.
Pela proximidade do dia 24 de maio – dia de Santa Sara, também comemorado em Camargue (sul da França) a 25 de maio – e, por isso, por decreto presidencial, desde 2006, instituído como Dia Nacional do Cigano, no Brasil, falarei agora sobre Santa Sara. Mas ressalto que o espaço é exíguo para tratar de assunto tão polêmico, e que gera inúmeras controvérsias entre os estudiosos e, sobretudo, entre os ciganos. Resumidamente, então, darei algumas informações a seguir.
A referência a Santa Sara, nos livros de hagiografia do mundo ocidental, remete ao século 13, e há narrativas diversas, e até discrepantes, sobre a origem do culto à Santa Sara pelos ciganos.

Sara é reconhecida como a padroeira dos ciganos somente entre um grupo de ciganos, os gitans, e não é reconhecida pelos outros grupos (rom, manouche e sinti). A peregrinação existente em Saintes-Maries-de-la Mer (Camargue) [desde 1936, para alguns, e para outros, depois da Segunda Guerra Mundial] não é frequentada por todos os grupos citados, que não manifestam veneração a ela como o fazem os gitans (...). No 1º Congresso Internacional do Povo Rom, que ocorreu em 1971 (Londres), um grande pôster foi amplamente divulgado mostrando a procissão com Santa Sara, em Camargue, e uma legenda explicativa: “A estátua de Sara está sendo carregada sobre os ombros dos ciganos. Santa Sara, a grande protetora dos ciganos, representa a forma cristianizada da deusa hindu Kali, deusa do Destino e da Fortuna,  que tem sido cultuada pelos ciganos, depois de os primeiros deles terem deixado sua pátria de origem, no norte da Índia, no ano1000.” Para marcar o fim das festividades do Congresso, a estátua de Santa Sara é conduzida numa grande procissão ao fim da qual foi submergida num tanque de água, à semelhança das festas de outubro de Durga, da Índia. Sara Kali pode evocar, neste sentido, a deusa indiana Kali Durga, ainda que a hierarquia católica romana tente preservar a peregrinação de Saintes-Maries-de la Mer na comunhão oficial da cristandade. (in BLANCHET, Régis. Un peuple – mémoire les Roms, Ed. du Prieuré, s.d.).  

Há ciganos, bastante conhecedores de sua tradição, que afirmam que a única realidade, neste sentido, é Sinti Sara, crença originada na Índia e que propiciou o sincretismo. Já o escritor cigano Franz de Ville, em seu livro Tziganes, Bruxelas, 1956, afirma:

Sara, a Kali, era cigana e foi um dos primeiros membros do nosso povo a receber a Revelação. Ela liderava sua tribo, que vivia nas cercanias do Rhône [rio Ródano] e conhecia inúmeros segredos transmitidos pelos antepassados. Um dia, Sara teve uma visão que a informa de que as mulheres presentes à morte de Jesus iriam chegar e que ela deveria ajudá-las. E Sara as vê chegar em sua embarcação. O mar estava agitado e o barco ameaçava naufragar. Maria Salomé joga seu manto sobre as ondas e Sara, utilizando-o como uma jangada, vai até Maria Jacobé e Maria Salomé e as ajuda a chegar à terra firme por meio de uma oração. 

Esta antiga narrativa, com inúmeras variantes e o adendo de que “Sara era a companheira egípcia das Três Marias (Maria, mãe de S. Tiago o Menor, Maria de Salomé, mãe de S. João Evangelista e S. Tiago o Maior, e Maria Madalena, acompanhadas de José de Arimateia e Lázaro), é reproduzida por D. Estevão Bettencourt O.S.B, no artigo “Os Ciganos e a Religião” em Ciganos – antologia de ensaios, org. Ático Vilas-Boas da Mota, Brasília, Thesaurus, 2004. D Estevão acrescenta:

Em comemoração do episódio (cuja autenticidade não interessa discutir aqui), os cristãos ergueram, na mencionada ilha (Camargue), uma grandiosa igreja onde estão guardadas as relíquias de Santa Sara, que os ciganos cristãos veneram como sua padroeira, e para lá acorrem a 25 de maio, de várias partes do mundo (França, Alemanha, Áustria, Itália, Espanha, e até do Marrocos), podendo o número de peregrinos chegar a um total de 5.000.

Muitos estudiosos do tema, de várias partes do mundo, dizem que “Sara não é cigana, mas os ciganos a fizeram sua.” E outros acrescentam: “Os ciganos, em verdade, vivenciam o acontecimento como uma auspiciosa fonte de negócios, de intenso comércio.”
O fato é que, hoje, no Brasil, em centros de umbanda e em inúmeros grupos esotéricos, Sara é cultuada como a Santa dos Ciganos. No entanto, grande parte dos ciganos brasileiros não reconhece Sara como sua padroeira e, sim, N. S. Aparecida. No Nordeste do Brasil, Padre Cícero é bastante festejado pelos ciganos. E N. S. Santana, a Velha (como a chamam muitos ciganos), também é bastante homenageada, no Brasil, a partir da época colonial: “N. S. da Glória/Tem grande merecimento/Mas a Senhora Sant’Ana/Trago mais no  pensamento” (quadra de louvação presente nos bródios dos ciganos calons sedentários do Rio de Janeiro, registrada por Melo Morais Filho, na sua obra precursora, Cancioneiro dos ciganos – poesia popular dos ciganos da Cidade Nova. RJ, Ed. Garnier, 1885).
Concluindo, transcrevo as palavras, de 23 de abril de 2015, que me foram ditas, exclusivamente para este artigo, pelo mais renomado ciganólogo do Brasil, Ático Vilas-Boas da Mota:

Sara é uma santa, como tantos outros santos do panteão cristão, que pertence ao ciclo das navegações, e como a documentação referente a isso é escassa, aceita-se tanto a tradição ligada ao ciclo marítimo como a que pressupõe uma origem muito mais antiga, que a torna mais próxima da Índia. Embora haja também a possibilidade de um sincretismo mediante o uso da personagem bíblica semítica Sara.

Cristina da Costa Pereira, escritora e professora de literatura, com 13 livros publicados, sendo 7 referentes à etnia cigana. "



sexta-feira, 2 de junho de 2017

A Mulher Maravilha de Gal Gadot

Com direção espetacular de Patty Jenkins, a história da maior heroína desde os anos 40 chegou na telona encarnada pela israelense Gal Gadot que conseguiu quebrar o longo jejum e mudar o esteriotipo marcado no final dos anos 70 pela atriz Lynda Carter.
 

Depois de frustradas tentativas para tv, projetos que nunca saíram do papel e várias reinvenções de sua história desta vez o equilíbrio foi encontrado. A história das guerreiras amazonas e sua mítica Ilha de Themyscira, ou Ilha Paraíso no seriado televisivo, é cheia de detalhes só visto nos quadrinhos. Alguns diálogos retirados do primeiro filme com Lynda Carter, a infância recriada nos quadrinhos e inspirada no desenho animado recentemente criado, a ausência  de um excesso americanismo do seu traje que agora tem cara de amazona e de guerreira inspirado nos soldados gregos e a atualização de alguns detalhes como a ausência do avião invisível por que ela voa, a troca de roupa de forma mágica e a renovação de sua existência.

Antes ela era baseada na criação original surgida de uma figura moldada no barro pela rainha Hypolita e agora por conta de uma relação dela com o deus Zeus que transforma tanto a rainha como ela em deusas. Pois se "somente um deus pode matar outro", isso sugere que a verdadeira origem também da rainha das amazonas é uma deusa, haja vista que entre deuses e humanos nasçam semideuses; o que não é o caso de Diana.

O filme mostra, nesta versão, como sua possibilidade de se transformar é descartado haja vista que está sempre com o uniforme por baixo das roupas.

E o mais bonito de tudo é que a essência de sua humildade, inocência, racionalidade, amor, bondade e justiça permanece com o mesmo tom que sempre teve a Diana Prince que, até para o sobrenome, foi encontrada uma ótima saída estratégica.

O traje com aspecto de armadura, típica de guerreiros gregos, tem referência nas principais roupas ao longo destes 75 anos de existência da heroína.



E para completar basta dizer que se nos anos 70 houvesse a tecnologia que se tem hoje na realização dos filmes, eu arrisco dizer que Lynda Carter seria mais ainda uma Mulher Maravilha imbatível como hoje é Gal Gadot. Mesmo sem ter os mesmos atributos físicos que Lynda marcou em sua versão, mas com seus valores de um tipo a cara do século em que vivemos, Gal Gadot em nada deixa a desejar em sua Wonder Woman.

Eu amei o filme e para mim ainda serão duas mulheres diferentes mas uma única Mulher Maravilha onde chego a conclusão que amo as duas. Quem bem me conhece sabe o quão sou fã desta heroína...


quinta-feira, 25 de maio de 2017

Obsessores da Xenofilia



O maior e mais perigoso ato de qualquer grupo é seu excesso, sua desmedida paixão enraizada na falta de fundamentalismo, de informação e totalmente baseada no comodismo da situações e que também está totalmente ligada à vaidade.

NA WEB...

ciganos
Definições da Web
  1. (cigano) povo tradicionalmente nômade, originário do norte da Índia e que hoje vive espalhado pelo mundo, especialmente na Europa; indivíduo boêmio, erradio, de vida incerta; negociante esperto, vivo

xenofilia
  1. substantivo feminino
    simpatia acentuada por estrangeiros ou pela cultura estrangeira; xenofilismo.

    "a x. submissa de uma nação"
Simples assim. Será?

Desde o sucesso comercial da novela Explode Coração cujo tema estava embasado na relação impura (marimó) entre uma jovem cigana (romi) interpretada pela atriz Teresa Seiblitz e um jovem empresário não cigano (gadjó, a forma mais empregada pelos ciganos) este grupo étnico saiu do esquecimento. Vale mencionar que estão aqui desde a época do descobrimento!

Uma lambança cultural com invenções culturais, mistura comportamental de clãs em uma mesma família (vitsa), o nascimento do culto a santa Sara que depois teve ramificações na denominação (Sara Kali, Sara de Kali, Sarah la Kali e outras menos usadas) e a maior e distorcida e propagada expressão do "optchá".

Aparece gente apaixonada por esta etnia até então esquecida e seguida pela discriminação e preconceito por terem suas próprias formas de ver, sentir e expressar a vida dentro de outra sociedade. Os ciganos, termo mais popular, é uma cultura presente dentro de outra, aquela que eles estão e no caso do artigo, a nossa.

Surgiram grupos formados por ciganos e dançarinas compostas por não ciganas (gadji) bonitas a embalar freneticamente suas saias rodadas, artistas que se intitulam ciganos por alguma linhagem ancestral, proliferação de videntes se dizendo ciganos, comércio de produtos supostamente oriundos das crendices históricas ciganas e até a abrupta e inesperada porém atraente falange cigana nos centros espíritas de matriz africana.

Um coletivo de desinformação totalmente baseada nas mais diversas crendices da cultura cigana espalhadas desde o início de sua diáspora na Índia como justifica vários pesquisadores e alguns cientistas do ramo.

Como cigano é um ser humano igual as outras etnias, não é difícil compreender a existência do elemento mau caráter e oportunista dentro de seu grupo e que ajuda a fomentar e aumentar a xenofilia, ou mesmo a xenofobia, por sua etnia e a generalizar padrões irreais de sua cultura. Este ser é um verdadeiro oportunista dos xenófobos e faz parte do grupo que sempre fizeram crer nas estúpidas histórias que atravessam o tempo, salvando-se daquelas que o coloca como um "mau caráter".

Em respeito ao credo do espiritismo, é uma pena ver que o surto da xenofilia cigana aumenta quando seu dirigente permite, talvez por desconhecer ou mesmo ignorar por conveniência, que espíritos ditos ciganos "baixem" para fantasiarem as diversas formas ciganas de ajudar a resolver os problemas da vida cotidiana de quem os procura. Um verdeiro guia espiritual demonstra sua sapiência e se identifica racionalmente. O obsessor se aproveita da ignorância dos dirigentes e seus seguidores para fazer seu estrago.

É uma pena que a forma de se esclarecer sobre as diversidades da vida carnal esteja embasada na resolução e pronto reestabelecimento da suposta paz com magias infundadas. Quizá imaginar o mesmo com as outras etnias!

Em vários segmentos filosóficos se tenta justificar a existência humana com o emprego de bons valores e o domínio das formas desequilibradas pelos desconhecimento dos excessos usados consigo e com os outros, pelo suposto sucesso pessoal em detrimento alheio e resumidamente o subjulgamento da Lei do Retorno que eu gosto de chamar de Colheita do Plantio que, não importando o que você planta ou faz, a resposta será de acordo com isso e independe se começará agora ou nas próximas vidas.

Esta insana forma de se confortar com distorções culturais sobre os romá, forma mais adequada para se referir aos ciganos no plural por estar a palavra "cigano" ainda associada ao mau elemento por herança cultural, é que traz este Big Bang das festas com temática voltada para este povo com rituais, procissões a uma única divindade reduzindo a sua pluralidade religiosa à famosa santa Sara, asteamento da bandeira deles, danças que nunca existiram fora as intemperadas criações artísticas, falsos ciganos misturados aos ciganos oportunistas, videntes de todas as formas, produtos supostamente ciganos, comércio de roupas estilizadas, bandas musicais "à la Gipsy Kings" (aliás ótimo grupo o original e que eu até gosto) com a maioria dos músicos despreparados profissionalmente falando e o surto de professores de dança cigana (agora com o adjetivo "artística" para justificar suas variadas criações livres de culpas culturais embora na sala de aula afirmem a autenticidade de seus conhecimentos culturais). Assoma-se as Ongs (organizações não governamentais), associações e o surgimento das "Tsaras ciganas" onde até um pseudo batismo e transformação advindo de um bom "cachê" de uma feitura espiritual transforma o ser em membro da etnia cigana, livros de diversos autores reiventando a história para lhes favorecer a venda onde encontraremos parte das orientações até com supostos encantamentos ditos ciganos e de como "assentar" seu cigano protetor, bruxarias, comidas até relacionadas a outros povos  e tanta criatividade que não daria espaço no meu blog para mais descrições.

Não posso esquecer da venda da língua romani e seus dialetos distorcida para dar maior credibilidade a xenofilia onde alguns mau caráter da etnia o fazem.

Por qual razão eu estaria me expondo desta forma? Por uma simples razão... Respeito a esta etnia que supostamente ameaça qualquer povo do mundo com seu poder bélico, sua pátria e seu domínio sobre os poderes paranormais da vida?

NÃO!

Por apenas respeitar a diferença, sua forma livre de nos ensinar a respeitar a família, o idoso, a criança, a mulher, as leis de convivência em grupo, a natureza, a vida. Suas crendices são deles, não nossa. Sua história é deles, não nossa. Suas comidas são deles, não nossa. Sua etnia é deles, não nossa. Suas línguas são deles, não nossa.

E devemos respeitar o desejo deles, pelo menos os de bom caráter, de deixar velada e protegida a cultura como eles querem. Se está certo velar ou não, não é de nossa competência julgar. A Lei do Retorno é igual para todas as etnias independente de seus credos.

E por qual razão não coexistiriamos no mesmo espaço que nos encontramos?

E mais, devemos honrar e respeitar a nossa cultura como eles fazem com a deles.

Este é o motivo.

Com isto quero dizer que gosto e muito de eventos com esta temática. Só acho que as pessoas envolvidas poderiam ser mais honestas com esta cultura em todas as direções que a envolve.

Para os ciganos, Opré Romá.

Para a Ciganolândia, fiquem com seu Optchá se querem continuar errando.

Posso ser discriminado, perseguido, difamado e boicotado profissionalmente por abrir meu pensamento. Existe um dito popular que diz que "para arranjar discórdia, basta dizer o que pensa".

Mas com certeza não estou contribuindo para esta xenofilia.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Quem disse que não gosto de Festa Cigana?

Em meu percurso como pesquisador e estudante da dança Flamenca me deparei com registros que sempre falavam de ciganos, fossem cantaores, bailaores ou guitarristas. De fato fui obrigado a pesquisar sobre este povo que tem forte influência nesta e em várias outras culturas. E estudando-os descobri do pejorativo nome que levam e de como gostam de ser chamados: romá no coletivo, rom para homem e romi para mulher. Isso sem levar em consideração que cada subgrupo, ou clã, possui nomeclatura de acordo com sua origem ou função e cada família pode seguir o credo de sua aproximação. Com isso encontraremos
alguns grupos católicos, evangélicos, muçulmanos, ortodoxos e quaisquer outra religião dominante no país onde estão. Só isso já quebra o mito da padoeira universal Santa Sara.

Me deu um fascínio saber que sua trajetória na vida sempre foi como errantes, peregrinos ou andarilhos sem morada fixa e o quanto absorviam e interferiam de forma positiva na história local de alguns países por onde passaram, inclusive o nosso.

Comecei a pesquisar os que aqui existem e encontrei a escritora Cristina da Costa Pereira, que não é cigana mas teve muito contatos e convivência com alguns deles, que lançava seu primeiro livro no bairro de Santa Teresa, "Povo Cigano" em meados dos anos 80. Desde então resolvi estudar sobre eles também, não as danças mas seus costumes da mesma forma que fiz ao estudar os mouros, judeus, indianos e parte dos norte africanos e os andaluzes, os povos que influenciaram na sedimentação e surgimemto desta arte que hoje conhecemos como Flamenco.

Conheci ciganos brasileiros e descobri com o tempo que mais da metade dos que conheci eram falsos ciganos. Pessoas que se intitulavam assim para créditos artísticos, por alguma suposta descendência ou mesmo por vínculos religiosos ligados ao espiritismo charlatão facilmente encontrados em propagandas nas ruas das grandes cidades.

Conheci festas ciganas e fui pulando na frequência uma a uma e nada vi realmente de cultura cigana que estudei salvo as míticas historias de cartomantes, videntes, danças ritualisticas e a adoração a uma suposta santa, a Sara, que só surgiu aqui em nosso pais depois da cômica e distorcida novela global chamada Explode Coração. E que conseguia piorar quando na extinta rede Manchete passaram uma versão da história da cigana espanhola Carmen, da mesma autora da outra novela global, onde a protagonista fazia um "pacto" com uma entidade conhecida como "pombagira cigana", mito e lenda dos terreiros umbandistas e que também surgiu após esta novela em diversos centros espíritas deste segmento. Se esta santa é da época de Cristo como diz suas várias histórias, por quê os ciganos que aqui estão desde a época do descobrimento não a trouxeram junto com seus hábitos e costumes ibéricos? A pensar...

Então realmente conheci poucos, mas autênticos ciganos que revoltados com tamanha distorção, começaram a aparecer no meio artístico. Destes ciganos, mais da metade são oportunistas porque se renderam a situação enquanto a outra parte se recolheu ao seu mundo dentro do nosso e se afastou deste meio artístico por não serem coniventes com as distorções de suas histórias de vida.

Após aprender e discernir sobre hábitos e costumes deste povo a quem muito estimo e tenho respeito, vi como este mercado artístico é dotado em sua maioria por rhomá oportunista, por falsos ciganos advindo de suas loucuras ou por caminhos espíritas e por seus seguidores e de como se intitulam autênticos e detentores da suposta verdadeira história desta etnia onde pregam hábitos e ensinam danças distorcidas e rituais míticos sobre os ciganos. Destas festas eu realmente tenho hojeriza e delas me afastei. Raros os que se salvam artisticamente neste meio entre rhomá e gadjes (não ciganos).

Conheci poucas e raras festas onde fui convidado, como é o costume entre eles, a conhecer como se encontram e como procedem algumas de suas festas e pude ver também de perto alguns costumes.

E garanto que em nada se parece com a insanidade destas festas cuja temática é a da cultura deles e que é recheada de duvidosos profissionais, em destaque principalmente na dança. Um show de distorções culturais, regado a egolatria, a vaidade nos excessos e total distância da realidade deste povo aqui no nosso país e no resto do mundo... até mesmo na essência do que eles chamam de festa.

Eu amei as festas que fui convidado e foi graças a estas famílias que hoje sei bem quando falo que este antro em nada chega perto das festas que fui. Para não dizer que nada tem de similar, apenas a alegria. O resto é resto mesmo.

Talvez por saber o suficiente para desmascarar é que eu seja tão indesejado por esta gente do mundo da "Ciganolândia". Sempre fui adepto da sinceridade, da transparência e da integridade. Então realmente essa gente tem tudo pra terem antipatia a minha pessoa.

Quem disse que não gosto de festa cigana?


terça-feira, 2 de maio de 2017

Moda..a que ditam!

Me pediram mais artigos sobre moda haja vista que tenho falado somente de espititualidade e dança.



Moda ditada ou aquela imposta pelas mídias dispostas em todos os lugares é o que mais se vê no cotidiano. A Moda pode seguir as novas descobertas tecnológicas da tecelagem, da atualidade e do contínuo processo criativo de quem mexe com o vestuário, com o visual e alcança diversas faixas etárias embora o maior enfoque de consumo seja entre 18 e 30 anos.

O que questiono é o acesso e a adequação ao indivíduo brasileiro de classe média baixa, a falta de percepção de si mesmo neste contexto para todas as classes e de como se enquadrar em algum destes parâmetros, pois quer queira ou não, sempre estaremos em algum setor da moda. .

Um programa da Tv aberta com dois consultores de moda é ótimo e deveria ser visto por quem leva a sério o visual. As dicas dadas são muito boas e leva em conta as tendências e o perfil da cliente em questão. A transformação passa pelos conceitos, o estilo no cabelo e até mesmo dicas de maquiagem com o detalhe da adequação no biótipo daquela pessoa. Minha única observação é que não aplicam o programa para o gênero masculino.

Óbvio que o gênero feminino é o que mais se vende e se preocupa com a moda, mas os homens também! E como lidar com isso com tão poucas variedades visualmente falando aqui em nosso país? É um desafio ainda maior quando levamos em conta a idade. Estamos num país de herança cultural européia e em sua maioria com raízes judaico-cristãs onde a figura masculina tem um campo delimitado para ousar no que se conhece como "moda masculina".



Seguimos aquilo que se dita e que se dispõe no mercado. A começar pelos ternos e paletós que mudam desenhos de gola, abotoamento e tecido e continuam sendo ternos e paletós. Os sapatos continuam sendo os mesmos de acabamentos arredondados ou quadrados e dentro destes estilos tradicionais do momento. Herança cultural através da modernização na história da roupa... Será só isso?

Causou furor quando apareceu uma moda com pareôs para homem por ser um tipo de saia. Sinceramente, num país tropical seria maravilhoso! Imagine um país frio onde o uso do kilt, a saia masculina escocesa, não choca se visto na rua! E se fosse aqui?

Kilt, a saia masculina

Em vistas do que se leva no conceito de moda, eu ainda juntaria o modismo de um momento onde muitos querem "ter e usar" pelo simples fato de estar na "moda" e muitos famosos usarem. "Se fulano que é horroroso usa, eu também posso!"

E seu gosto pessoal, sua auto estima, seus valores? Criar uma identidade no vestir pode passar uma imagem oposta do que vc realmente é. Se reconhecer como indivíduo e ter noções de como se adequar transforma isso.

Portanto, apenas atente-se para o que veste, o que quer dizer e/ou causar ao se expor. Seja na rua, no shopping, na família, no trabalho ou mesmo nos palcos dos teatros.

Eu digo que amar-se e entender e compreender o tipo físico que possui é o ponto de partida. Sugiro que aprendam a se olhar no espelho como realmente são e não como ficariam com os ditos estilos da moda atual no mercado.

"Bóra" tentar? Dá certo sim! Seja casual, retrô, chic, moderno, punk, emo, clássico, esportivo...

Encontre-se!