segunda-feira, 20 de março de 2017

Coreografar...ou "copiografar"

A dança tem um processo de montagem que se inspira nos anos de curos, de vivências, do tema proposto e mesmo de tudo o mais que possa imaginar acerca de um show... a luz, cenário, disposição cênica, figurinos...

Porém tem sido raro a montagem coreográfica realmente inspirada no tema. Alguns grupos se valem de coreografias prontas, adquiridas em oficinas e workshops e até mesmo de vídeos dos canais YouTube e Vimeo e as lançam nos shows como suas. Quando muito até mencionam o autor, mas pergunto. Será mesmo que serve no tema? Mesmo estando perfeita a coreografia?

Ainda existem aqueles que, além de não criar suas coreografias, faz uma colcha de retalhos com diversas delas e as emendam como se fosse uma nova coreografia. E pior, assinam como suas. Eu diria que assassinam as coreografias.

Uma colega e bailarina clássica disse que não é feio se utilizar das coreografias alheias, mas que seria de bom tom e extremamente profissional mencionar seu criador e mesmo se houve adaptação.

Coreografar é mais do que colar passos, estudados ou comprados. É mais que encaixar no compasso e se deixar levar por algo que não é seu. Nem emprestado!!!

Coreografar é inspiração baseada no tema, experimentações e laboratórios para criar. Óbvio que a regência disciplinar do estilo escolhido lhe dirá as medidas a serem usadas, seus limites e seu campo de exploração.

É extremamente normal no princípio "copiografar" dos outros quando ainda não se está amadurecido para tal. Mas é muito feio criar shows, dar aulas, participar de outros eventos concorrendo com criações alheias e levar injustamente o mérito pos isso.

O verdadeiro artista investiga, experimenta, ousa e consegue criar seu trabalho. E isso pode ser pior quando a coreografia é para os outros, pois precisa-se de extrema afinação entre corpo de baile e coreógrafo para isso. Quase um casamento. Se experiementa e se adapta ao elenco.

As danças introspectivas são as mais difíceis de se trabalhar, mas com a devida maturidade o resultado será explendido por conta da sapiência. Aos olhos de leigos apenas será lindo a copiografia e a aclamação de seu pseudo criador. Mas aos olhos de um criador ficará fácil enxergar a ausência do traço que identifica seu criador.

Mais uma difícil arte dentro da arte...coreografar.
Eu danço as coreografias dos outros montadas como fizeram ou adaptadas e as menciono quando faço. E adoro coreografar!
Muitos apenas "copiografam".
Aos verdadeiros coreógrafos de todas as danças meu sincero Respeito as suas obras.

domingo, 19 de março de 2017

Fábrica de sonhos...ou de pesadelos

Uma das maiores fontes de consumo está, além do alimento, nas roupas. Em toda parte encontraremos os objetos de consumo diário que se alia ao poder aquisitivo e a vaidade. Estes dois caracteres da personalidade humana são visíveis no cotidiano... eles tendem a piorar quando a elas se associa a inveja.

Em minha segunda matéria aqui no blog falei sobre o fato de um visual cênico sem cuidados, sem harmonia e sem escrúpulos e suas consequências.

O gosto de muitos pode se chocar com os dos outros e isso fica a critério de cada um assumir e se expor. O fato é que, mesmo sem conhecimentos profissionais neste setor, falta a consciência da Harmonia. Seu conceito básico é de que "a harmonia é um conceito clássico que se relaciona às ideias de belezaproporção e ordem." o qual complementaria com "segundo padrões pessoais ou pré estabelecidos".


Para a dança sempre friso que conhecer detalhes técnicos são indispensáveis para o resultado satisfatório e pleno. Mas o egoísmo e seu irmão "achismo" leva tudo a perder quando o padrão estabelecido está ligado ao gosto pessoal e sem informação técnica.

A composição de uma roupa para dança leva questões como objetivo, movimento, equilíbrio, textura, efeito, qualidade, investimento possível, durabilidade e outros quesitos que os profissionais chamados de FIGIRINISTA fazem ao elaborar aquilo que seu cliente pensa sobre sua concepção. Raramente se coloca o gosto profissional ao trabalho, pois se leva em conta aquilo que deseja seu cliente e apenas se associa conhecimentos técnicos e se sugere possibilidades da onde o cliente depois faz sua escolha e finaliza o pedido. Este sim é o verdadeiro Arquiteto da Roupa. Este profissional terá o cuidado ainda de fazer uma Ficha Técnica com os materiais a serem utilizados na confecção da roupa.



ESTILISTA apenas adapta o conceito à peça já existente trazendo à tona, ao olhar a roupa, a lembrança daquilo que foi adaptado e sugerido como tema.

COSTUREIRA é aquela que monta as peças cortadas.

MODELADOR é aquele que vai desenhar a peça e provavelmente cortá-la.

REMATADOR ou FINALIZADOR é aquele que vai colocar os últimos detalhes para a composição da peça.


O que nada impede é que uma mesma pessoa reúna estes conhecimentos e as execute. Faço sempre analogia com os segmentos da construção que se complementam: Engenheiro, Arquiteto, Designer de Interior, Mestre de Obra, Peão e etc.

A maior ilusão do momento é o uso da malharia sem conhecer suas propriedades particulares de acordo com a especificidade de cada uma. Isso ilude a quem desenha, quem corta e quem monta sem saber dos riscos que se traz em futuro breve. O teor elástico da malha desaparece com o tempo curto ou longo segundo suas qualidades e o tipo de linha usado pode favorecer a descostura localizada.

E aí vemos os resultados... figurinos espalhafatosos pelo excesso de informações, roupas com excessos de dobras, pessoas com suas formas salientadas ou exageradas causando a desconstrução física e harmônica, rasgos, descosturas, peças que se alongaram com o tempo e tantos outros detalhes que não caberiam aqui.

Há casos em que a confecção da pronta entrega jamais servirá! Alguns figurinos precisam sim serem feitos sob medida. E uma modelagem errada ou inapropriada poderá acabar com a dança e seus movimentos. Roupa não é só um visual na cena.

Belo exemplo de Expectativa e Realidade:


E tudo isso pode ser causado por coreógrafos e professores de dança que apenas bolam seus figurinos, o que vale demais e é este o ponto de partida. Mas pecam na hora da escolha da execução por "n" fatores muitas das vezes inaceitáveis. E a maioria que desconhece vai achar "linda" sua roupa... e entre os profissionais apenas a observação da falta de conhecimento de quem bolou e de quem confeccionou queimando as roupas daquele espetáculo.

Adoro um site que, com muito humor, fala sobre estes erros e deixo aqui uma dica...

Diva Depressão

Custa ter noções de harmonia?

quinta-feira, 16 de março de 2017

Ensinando dança... aonde e como?

A dança tem vasta ramificação  de estilos por conta da sua natureza humana e cultural. Estilos acadêmicos ou étnicos. O que importa é algo chamado Método. Isso tem sido raro em estilos onde não se encontra formatação no conteúdo.

As danças com matrizes étnicas costumam ser alvo fácil para predadores como pseudos professores ou mesmo artistas registrados mas que sequer possuem os conhecimentos para ministrar aulas, mesmo sendo exímios artistas de palco ou de cena. Ainda será uma cansativa luta no processo de construção de linguagens e metodologia de ensino nas danças existentes no mercado. Dá pra piorar quando misturam misticismos ao processo do ensino da dança.

Escolas como a do Ballet Clássico possui formatação para seu estilo que bem poderia ser aproveitado como exemplo usando a analogia de seu conteúdo programático para cada estilo. Ter o processo de Ingresso antes mesmo da Iniciação e seguir nos níveis seguintes seria perfeito.

Falta, em muitos profissionais, a consciência histórica da dança que ensina (talvez porque nunca aprenderam), a consciência corporal, como lidar com os diferentes biotipos físicos e como auxiliá-lo durante as práticas, falta método de ensino e de graduação do trabalho, falta quase tudo!

Ou melhor, tudo tem. Falta mesmo é domínio, ciência disso e consciência para ensinar. Faltam-lhes estes conhecimentos porque vejo muitos ensinarem pulando níveis em função de um resultado mais imediato. Isso resulta em danças sujas, sem segurança nos movimentos e no consciente uso de seus acessórios. Praticamente estão vulgarizando o processo cadente do ensino.

O ensino de qualquer atividade necessita de domínio do conteúdo programático, disposição do material e mesmo o estímulo ao aprendiz à pesquisa e reflexão do objeto de estudo e consequente demonstração do resultado do estudo.

Se seguissem este processo talvez tivéssemos melhores profissionais em dança e em seus segmentos como o figurino e a iluminação.

Falta em nosso país uma verdadeira Escola de Arte... basta ver ou lembrar dos seriados de tv americanos onde se aprende de tudo na escola de arte, se descobre seu talento e se especializa nele, mas não fica obtuso nos outros segmentos das artes. Falta, acima de tudo, humildade para aprender e para ensinar.

O imediatismo oferecido nos diversos sites da internet, nos Workshops e Oficinas de dança sem especificidade de nível, foco e continuidade dificultam a valorização e o reconhecimento dos bons profissionais. E ainda temos o maucaratismo que aumenta e dificulta o aprendiz a discernir por onde trilhar e por onde começar por não ter referências idôneas para isso.

Ainda existem vários órgãos com renome no ensino da dança que sequer prezam e analisam os currículos daqueles que contrataram para ensinar... Talvez porque não saibam analisar a veracidade daqueles documentos. E pior, muitas destas instituições até formam professores de danças sem o reconhecimento legal da Secretaria de Cultura e sem o devido mérito escolar para tal!

E surgem os "profissionais" com currículo feito de Workshops e Oficinas. Com todo o respeito a este mercado que é bom e bem específico sim, mas muitos com profissionais desqualificados ou de duvidoso currículo para ensinar.

Sempre "previnir é melhor que remediar". E no caso da dança, remediar pode lhe custar anos de aprendizado incerto e cheio de vícios.

E afirmo, se amar a dança e for humilde para aprender ainda será tempo para aprender e se acertar. Pedras no caminho ensinam a como usá-las para aperfeiçoamento e não para obstrução do conhecimento.

Aliás, o conhecimento te "liberta" destes predadores comerciais e te eleva. O problema é "como começar"?

Sempre questione o currículo daquele que se diz professor de dança, seja ela qual for.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Apenas mostrar o melhor de si

Na atual e dura realidade do comércio, muitos artistas autônomos como eu precisam se desdobrar em várias facetas para sobreviver às duras penas.

Nem sempre ser transparente e verdadeiro facilita o fechamento de um acordo, pois ninguém mais quer saber o tamanho de sua franqueza ou conhecimento que tem e como pode contribuir para a qulidade so comércio.

E não existirá amigo profissional se ele não te der o alerta e mostrar que eu sou o errado e o por quê! Isso se chama competição! Assim o outro ganha seu lugar, não por merecimento, mas por pura trapaça de seu mal caratismo.

Apenas mostre algo que venda sem que se raciocine sobre o produto que se mostra.

Isso não significa ser prepotente ou mesmo dono de verdades absolutas, mas sim de que disponho das fontes que bebi, das seguranças daquilo que ensino.

Mas no atual mercado, boa parcela do que se mostra tem uma fachada bem produzida e muitas vezes está associada a uma empresa que é conivente com o ruim ou que sequer soube ou quis analisar se o currículo de seu aparente profissional procede.

Será que, mesmo na crise, o que importa é somente o dinheiro sem se importar como obtê-lo?

 E quanto a transparência de meus pensamentos, será que o silêncio serviria pra me abrir novas portas?

Cada vez mais vejo colegas profissionis se rendendo a situações profissionais  humilhantes por conta do dinheiro imediato que precisa. E pior, vendo na cara que seu empregador terceirizado ganhará quase 10 vezes mais que você!!!

É, vivemos numa crise onde a falta de amor próprio e profissional, de auto estima e mesmo de vergonha na cara (melhor chamar de cara de pau) ou falta de coragem está ajudando e quase catalisando a atual crise que dá espaço ao vilão no meio dos incautos ou acomodados chefes comerciais.

Será que é isso mesmo?

Ser modesto vale a pena?

Resitir a isso tudo só me acontece por conta da força de vontade e por ver como caíram no conceito os colegas que se renderam a essa rede...

Luto!
Por estar de luto nesta situação e por lutar, combater e acreditar que um dia uma leva acorda e lute contra isso.

Uma andorinha só nunca fará um verão inteiro.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Mercado de Ofertas...sem procuras!

Nada mais salutar que ofertar um produto aparentemente de qualidade. Todos os veículos de investimento, divulgação e propaganda são ótimos para a visualização do produto ofertado.


Mas pra quê difamar ou descredibilizar os outros que estão há anos no mercado? Quando testado e reprovado, talvez o valha. A pensar...

Ser pioneiro em algo é ser o primeiro naquilo que oferta. Será que o é?

Roupas, acessórios ou qualquer outro produto...

Oferte seu produto, mas não macule-se mentindo sobre ser pioneiro ou mesmo sendo o único no mercado. Aí você pisa na bola porque sua divulgação chega até a gente por conta de seu setor de propaganda que nos desconhece e envia seu catálogo por email ou por correio.

Fica a saia justa ainda quando pede pra aprovar e divulgar o produto. Ter cara bonita e um bom visual ainda não é qualificativo de bom produto.

Salvo raríssimas exceções, alguns novos produtores te consultam antes para recolher observações e melhorar o produto antes de lançá-lo ao mercado. Aí sim, já começa até uma parceria interessante para ambas as partes.

Será que ouvir profissionais, mesmo que concorrentes, sobre uma oferta de seu produto não seria de bom tom?

Não tenho problemas com concorrências. E divulgo os colegas que confio no produto por já ter usado e testado. Os outros ficarão por questões de gosto, mas não o meu.

Este é o atual mercado de ofertas!
Atropelam como caminhão e ainda querem sua aprovação!

Persistência Negativa

Me impressiona a quantidade de ditos professores de dança com seus registros profissionais, o famoso DRT, a continuar pregando erros grosseiros na história de diversas danças puramente para satisfazer e justificar seus erros no ensino.

Tão grave ou pior, é a quantidade de gente que se acha (in)formada por uma gama de workshops que fez e a partir dali se intitular especialista neste ou naquele tema.

O processo de ensino está ligado ao aprendizado. É humanamente impossível aprender, absorver e professar qualquer conhecimento sem ter a vivência daquilo que se cursou em tão pouco tempo. E é de mau tom usar o material e o nome de quem fez o curso para continuar errando e afirmando suas...coisas.


Infelizmente não temos legislação para regular isso. E pior, alguns locais que fornecem os registros possuem alguns de seus membros da bancada seletiva, pessoas de caráter e de currículo duvidoso.

Avaliar um currículo não é simplesmente ver uma porrada de certificados, mas se dispor a entrar em contato com alguns dos estabelecimentos de formação indicados e alguns profissionais para averiguar a idoneidade das informações cedidas no currículo. Se não sabe ver, procure por gente especializada no setor e peçam para conferir. Neste aspecto já se faria uma pré seleção e muitos maus e mentirosos profissionais seriam excluídos.

Portanto, de quê adianta ter um registro profissional em dança se o órgão regulador não tem critérios nem com quem (con)cede o documento aprovando o candidato quando lhe é de interesse por alguma razão que não seja a de melhorar a qualidade dos profissionais no mercado?

Fraudes em provas, currículos duvidosos avaliados por banca sem crédito e aí vemos a qualidade daquilo que deveria ser prazeroso.

Ainda usam o termo "artístico" para justicar as condutas e comportamemtos insanos em diversos segmentos da dança.

Por qual razão falo sobre isso?
Respondo de maneira clara e objetiva.
Para alertar ao aprendiz e dizer-lhe que nenhum profissional em dança tem Certificado de Honestidade e terá que aprender a estudar, pesquisar e questionar aquilo que ensinam para saber se o que professam está correto.

O que mais existe é Lobo em pele de Cordeiro.

Não se iludam com as aparências!

Infelizmente uma maldita ética reina e nenhum, ou a grande maioria da qual estou fora, não combate isso.

Vemos nos dias de hoje a consequência do silêncio da denúncia seja por medo ou por outro motivo. É nestas horas que devemos nos unir pra fazer aquele verão que uma andorinha não consegue fazer sozinha.

Persistência do erro.

Persistência negativa.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

O comodismo do Erro

O quanto vale o sacrifício para se ter dinheiro?
Qual a medida?
Vale enganar a si mesmo?
Vale enganar os outros?
Fazer vista grossa sobre os erros que se comete e ninguém vê, vale?
Vale tudo isso para quem usa e abusa da ignorância alheia, o que não é meu caso.

E pergunto sobre aqueles encontros profissionais onde se falava de honestidade, transparência e mediações... batalhar pela classe e etc.



Não tem jeito. Nos últimos anos não importa mais a qualidade que se tem em seu trabalho.
Importa o quanto se aparece na mídia, fotos com muita produção e efeitos, o quanto consegue ser plástico naquilo que professa e quantos cursos e viagens fez com os estrangeiros ou mesmo o quanto vende estes mesmos cursos. Sem contar o quanto é capaz de trazer gente pra manter seu negócio... a qualquer preço! Mesmo ressalto que poucos usam deste caminho para melhorar o seu e o trabalho de seus aprendizes.

Piora quando não se faz nenhum destes e ainda conseguem, artisticamente falando, enganar seus clientes como se fossem especializados naquilo que ralei pra ser: qualificado profissionalmente.
Mal conseguem ensinar o que sabe e ainda inventam algo distante deste conhecimento para burlar o ensino e inventar novo rumo que, quase sempre, cai mistificada em suas religiões autodidatas ou em "coisas" que nada se relacionam com a arte que ensina. Não nego a criatividade, mas e a base?

Nem sempre faço os cursos que aparecem, mas não vi diferença alguma em quem não sai deles a não ser a continuação do que uma amiga bailarina clássica disse quando viu dois shows aparentemente diferentes... o elenco e as roupas. Raros os que realmente se lapidam..

"Ricardo, este povo não está fazendo o mesmo show que o outro grupo? O que há de diferente? Por quê então não se uniram pra fazer o mesmo show? Eles não coreografam! Só usam a coreografia dos outros sem mencionar! Isso é uma fraude artística!" Cabe aqui a consciência de quem pratica isso.

Isso me fez pensar no meu próprio trabalho. Eu crio, coreografo e penso no que faço. Poucos são os que fazem isso. Mas reitero novamemte que isso nunca me colocou em algum patamar que não fosse o do artista que cria suas obras...sem "copiografias" como disse esta amiga bailarina clássica. E sim, quando as uso, tem sua devida menção, pois a obra não é minha!

Como autônomo sempre estou em busca de algum espaço, alguma academia ou escola de dança que trabalhe com estes atributos: honestidade e transparência. E que também queira que cresçamos juntos, pois os dois lados ganham. Óbvio!!!

O ditado de que "a corda arrebenta sempre do lado mais fraco" se repete.. e eu ainda acredito que existe algum local onde a direção pensa nisso... cumplicidade!

Será que cometerei de novo este mesmo erro? Aprendi a lição? Será que estou sempre errado? Acredito que esta última pergunta tenho certeza que não, pois sempre vesti a camisa dos locais que trabalhei.

Estou em alguns lugares aqui na capital, mas não tenho vontade de tentar outros novos haja visto que todos parecem fruto da mesma árvore e do mesmo galho. O galho do "meu pirão primeiro" pois se o seu não me agrega como eu quero, não me interessa nem do seu jeito.

Egoísmos...

Pra não dizer que nunca fui dono de algum espaço, já fui sócio de um desde a fundação e não deu certo minha participação durante os cinco anos que ali fiquei. Se consegui agregar 10% neste período foi muito! Ainda mais porque nunca tive o apoio dos outros sócios enquanto eu dividia até dívidas que muitas vezes só sabia da existência quando tinham as reuniões. Resolvi sair, pois sociedade pra mim é uma via de mão dupla como no casamento.

"Devemos fazer assim porque teremos dinheiro..., só trabalho deste modo..., agora que não deu certo, seu jeito não me interessa..." e tantas outras expressões similares para dizer que não se interessam em arriscar tanto quanto eu arrisquei: confiar no outro.

Portas nunca são fechadas no comércio e às vezes me lembro do quanto se esforçaram alguns amigos para se manterem e, por não aguentarem a pressão insana do governo e a necessidade de fazerem falcatruas pelo simples fato de se manterem no mercado, muitos desistiram e deram outros rumos a sua vida deixando a arte do flamenco de lado.

Imaginar que eu larguei várias outras fontes em prol da arte... Naquela época meu sonho era ter uma escola e passar a todos o que eu aprendi de verdade.
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Pena que meus amigos não viram que não é o Flamenco o errado, mas aqueles que fazem o comércio dele que faz a diferença.



Nem comento a tamanha evolução que teve esta arte e o tamamho do preço que tem pago por conta disso.

Desabafo aqui, no meu blog, porque em midia social isso serviria pra que muitos se afastem de mim... aquele que tem a língua de fogo.

E eu digo que não é uma lingua de fogo, mas alguém que não se deixa levar pela mentira, falcatrua, ganância exarcebada, egolatria e vaidades ao extremo.

Só quero mesmo encontrar algumas pessoas que pensem e trabalhem como eu e no mesmo caminho... mas não medirei nenhum esforço pra mudar a minha estrada se necessário for.

Desde que eu possa continuar sendo honesto, transparente e verdadeiro.

Não quero errar para me manter no mercado!


E todo fim de ano mudo a meta para o ano seguinte...
E a partir de 2017 vai mudar mesmo!